
Vencedor do Oscar de melhor filme de língua estrangeira, esse filme japonês é de uma delicadeza profunda. Ainda inédito nos cinemas de BH, Partida, traz para a tela imagens limpas e belas. Um filme que, falando de morte, evoca a vida.
O que me encanta nos orientais é o fato de serem cotidianos, fazem um recorte da realidade sem o compromisso de começo meio e fim. Isso faz com que você seja parte da história sem necessidade de fim, apenas dois eventos que se cruzam: a sua vida e o filme.
Não percam Partida, vivam essa história!
SINOPSE:
Daigo Kobayashi (Masahiro Motoki) é um apaixonado violoncelista em uma orquestra que acabou de ser dissolvida, encontrando-se agora desempregado. Sem estímulo, Daigo resolve retornar à sua cidade natal, com o objetivo de recomeçar sua vida.
Ele responde a um anúncio classificado que busca profissionais que auxiliem jornadas.
Pensando tratar-se de uma agência de viagens, descobre então que o anúncio é para preencher uma vaga de ?Nokanshi? ou ?acondicionador?, um profissional funerário que prepara corpos dos mortos para a entrada na próxima vida.
Enquanto sua esposa e todos os outros desprezam esse trabalho, Daigo começa a se orgulhar dele e a aperfeiçoar a arte do ?Noukan?, atuando como um gentil intermediário entre a morte e a vida, entre o falecido e sua família.
O filme acompanha sua profunda e às vezes cômica relação com a morte, ao mesmo tempo em que ele descobre a maravilhosa alegria e o significado da vida e de viver.
Gosto de leituras com as quais me identifico, nas quais me encontro. E foi isso que aconteceu com certa leitura. Parece que foi escrito por mim e sobre mim.
Como a maior parte dos humanóides, carrego o fardo daquilo que
os budistas chamam de “mente de macaco” – pensamentos que pulam de galho em
galho, parando apenas para se coçar, cuspir e guinchar. Desde o passado remoto
até o futuro desconhecido, minha mente fica pulando a esmo pelo tempo, tendo
dúzias de idéias por minuto, descontrolada e sem disciplina. Isso, em si, não é
necessariamente um problema; o problema é o apego emocional que acompanha o
pensamento. Pensamentos felizes me tornam feliz, mas – vupt! – com que rapidez
torno a me prender a preocupações obsessivas, estragando a felicidade; e então
basta a lembrança de um momento de raiva para eu começar a ficar exaltada e
brava de novo; e então minha mente decide que aquela pode ser uma boa hora para
começar a sentir pena de si mesma, e a solidão não demora a chegar. Afinal de
contas, você é o que você pensa. As suas emoções são escravas dos seus
pensamentos, e você é escravo de suas emoções. (Gilbert, Elisabeth. Comer,
Rezar, Amar)
Quem quer ser um milionário retrata a vida de um auxiliar de call center que participa de um programa para se tornar milionário. Esse enredo, a primeira vista pode parecer piegas. Mas não nesse drama, que trás muito além disso. E não é a toa que o filme ganhou 8 estatuetas douradas no Oscar, sendo o grande vencedor de 2009, inclusive como melhor filme.E começam então lembranças de sua vida... Lembranças que nos levam a estremecer frente a uma Índia pobre e cruel como a relatada nessa produção. É claro que há ali muita ficção, no entanto é possível perceber que uma parte da realidade ali retratada.
Pulp Fiction, Tempo de Violência, envolve essencialmente um gângster, um boxeador e dois assassinos profissionais, que vão dar ritmo a trama. O filme é dinâmico, apesar de seus 154
minutos de duração. É impossível desgrudar os olhos da telinha e se desconcentrar na trama, até porque ao desviar a atenção para qualquer outra coisa que não o filme, se perde o fio da meada de Pulp Fiction.Uma Thurman, que ao contrário de Kill Bill, em que é a protagonista do filme, aparece em Pulp Fiction num papel secundário, como a esposa do gângster, mas isso não a impede de protagonizar a cena de uma overdose, que foi a que me mais me impressionou, mais que tiros sem razão e porquê, mais que uma cabeça de um corpo no porta-malas de um carro e que foi assassinado.
Esse foi apenas o segundo filme de Tarantino e já contou com um elenco de peso, com John Travolta, Samuel L. Jackson e Bruce Willis. Como Oscar, apenas o de Melhor Roteiro Original, o que a meu ver foi uma grande injustiça. Mas ao menos, justiça seja feita, o filme se sagrou como clássico e imperdível para os admiradores de bons e inteligentes filmes.
Pensei muito na minha primeira postagem para esse blog.
Fatal (Elegy), não poderia ser outro...
Assisti a esse filme em outubro/2008 no Belas Artes numa tarde de domingo.
Nesse exato momento, estou terminando de revê-lo na minha TV.
Poderia abordar esse filme por vários aspectos e vou tentar passear por todos eles. Mas para tanto, não vou me apronfundar.
Começo falando da diretora dessa obra prima, Isabel Coixet. Dela assisti Minha Vida Sem Mim e A Vida Secreta das Palavras.
Pois bem, Isabel Coixet é de uma sensibilidade assustadora. Nos três filmes aborda temas delicados com muita sutileza e profundidade.
Clichês? Talvez. Mas pouco importa, o enfoque é belo e delicado.
Agora, o que dizer de Fatal? Mais um filme que fala do envolvimento de um homem mais velho com uma jovem? Creio que Fatal é bem mais que isso. Ao pesquisar o significado da palavra Elegy - Poema lírico, cujo tom é quase sempre terno e triste - as intenções do filme ficaram mais claras.
Realmente Isabel fez com as imagens, com a música um poema terno e triste, capaz de arrebatar o mais forte dos humanos.
Confesso que sai do cinema atônita, emocionada, confusa, alegre e triste.
Passeio ainda pelas atuações de Penélope Cruz e Ben Kingsley que protagonizam o drama. Simplesmente primorosas!!! Perfeitas nos gestos e olhares. Nas dores e amores.
Sim, estou sendo tendenciosa, mas amei o filme.
Esqueçam o meu olhar e assistam.
Depois voltem pra comentar!!
Quem Somos
Pautas passadas...
- Abril 2009 (1)
- Março 2009 (5)

